Evento acontece a 1.600 metros de altitude

A mais de 1.600 metros de altitude e separando os estados de São Paulo e Minas Gerais, o Pico do Gavião foi palco no último domingo (12) de nova edição do Blues na Montanha. Apesar do sol forte, a vista esplendorosa e o formato alternativo do evento voltaram a atrair grande público ao espaço que permite visão privilegiada de diversas cidades da região de Andradas (MG) e de Águas da Prata (SP), que dividem também dividem a não menos privilegiada montanha de acesso difícil, mas extremamente compensador.

À organização, porém, cabem algumas sugestões. Se regras são regras, a informação de que não seria permitida a entrada com coolers ou caixas de isopor com bebidas, além de alimentos para piqueniques, estava no mínimo equivocada. O que mais havia entre o público era recipientes térmicos que certamente contribuíram na economia pessoal de quem resolveu arriscar, em detrimento da irritação de quem seguiu as orientações e ficou à mercê de grandes filas para adquirir fichas e comprar alimentos – inclusive, já no meio da tarde acabaram algumas opções e houve quem ficasse com fichas no bolso. Não parece justo, então é preciso ser revisto.

Uma praça de alimentação maior e com mais diversidade vai muito bem, assim como maior número de atendentes para garantir dinamismo e maior agilidade. A música estava excelente, o clima familiar e descontraído, também. O caos na estrada fez muita gente voltar pra trás, então, mesmo sabendo que pode ser algo que fuja à competência da organização, algumas ações podem ser adotadas ao menos para orientar os mais desavisados. O translado de van estava confuso e também com muitas informações desencontradas, especialmente na questão do tempo entre as viagens.

Blues na Montanha reuniu centenas de pessoas no Pico do Gavião

Conforme divulgado pela organização, chegar no início da tarde já não parece ser tão boa escolha, pois mesmo quem seguiu a orientação acabou ficando sem lugar em nenhum dos dois estacionamentos, nem no topo, nem na portaria do Pico. De forma geral, o evento é muito bom, uma grande sacada que garante, no mínimo, um contato bem intenso com a natureza em meio a um público bem plural.

Os apontamentos aqui apresentados visam a melhoria de uma ideia que certamente tem tudo pra continuar dando certo, e que não desabonam em nada conceito do evento, desde que adotadas providências. A avaliação positiva é bem maior que a impressão negativa deixada por questões pontuais, mas que, reforçamos, merecem uma atenção especial da organização, que tem a oportunidade de retribuir o carinho do público que, a julgar pela repercussão nas redes sociais, também têm opiniões semelhantes à do Megaphone Cultural. Vida longa ao Blues da Montanha, obrigado ao Pico do Gavião pela experiência!

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