Ouça o novo single colaborativo do grupo de rap Primavera Nacional

O grupo de rap Primavera Nacional, que reúne artistas de Mogi Mirim e Mogi Guaçu, lançou na última quinta, 12, seu novo single intitulado “Raízes”. Segundo Matheus Eduardo, o Matraca, que é um dos MCs do Primavera Nacional, “o trabalho uniu artistas de várias cidades do Estado de São Paulo para falar um pouco de suas origens, referências e visões desse mundo. Com rimas ácidas e uma arte muito expressiva, os MC Atila do grupo Primavera Nacional (Mogi Mirim-SP) se juntou com a MC e Poeta Kimani (Grajaú-SP), MC DimasEdo (Sumaré-SP) e a jovem artista plástica Brenda Gaudêncido, de apenas 17 anos, para a produção obra.”

PRIMAVERA NACIONAL

Primavera Nacional ou só PN é um grupo da região da Baixa Mogiana, interior Paulista, que representa a cultura e a força do movimento 019.

O grupo começou no final de 2015 executando projetos sociais em fundações CASA e organizando saraus. O trabalho do grupo é 100% independente, desde a produção, composição e até mesmo as artes de divulgação. A proposta do Primavera Nacional é levar a cultura do interior através do rap e do movimento hip hop para o mundo. O grupo também carrega a cultura africana e luta contra qualquer tipo de preconceito.

Sobre os integrantes

O quarteto conta com quatro MC’s, sendo que um deles também é beatmaker. Entre eles, os irmãos Arthur, 20 e Átila, 24, naturais de Mogi Mirim-SP; além de Matraca, 22, e NGO, 25 naturais de Mogi Guaçu-SP. Atila também é o produtor do grupo e Matraca é o designer.

KIMANI

Cinthya Santos – vulgo Kimani – reside no bairro do Grajaú, Zona Sul de São Paulo e desde março de 2017 tem militado na cena do Slam.

Formada em Gestão de Recursos Humanos pelo SENAC, extensão em Treinamento e Desenvolvimento pela PUC e atual estudante de Psicologia na FMU, Cinthya tem realizado trabalhos com orientação e assistência social no Vargem Grande, extremo Sul de São Paulo.

Apesar de novata na cena, Kimani conquistou o título de Campeã do SLAM SP 2017 e foi vice-campeã no SLAM BR do mesmo ano, incluindo outros prêmios como a final do Sófálá, Grajaú e ZAP.

Kimani imprime na cena seu jeito irônico e divertido de lidar com situações de racismo, homofobia e machismo.

Referências:

Negra Li, Ao cubo, Neto do Síntese

DIMASEDO

Meu nome real é Orlando, tenho 16 anos, moro e nasci em Sumaré. Rimo há uns 5, mas esse é meu primeiro som gravado em estúdio.

Consigo explicar minhas raízes explicando meu vulgo: “DimasEdo” é uma junção de três ideias principais: “Dimas” –  que é o ladrão da cruz, o “primeiro vida loka da história” é um dos personagens da história que mais gosto, acreditando ou não, acho que a mensagem que esse nome carrega se parece com algumas coisas que escrevo.

Por outro lado, o nome “Edo” é uma referência um pouco mais nerd ligada a um desenho japonês que representa uma forma de reencarnação. Minha brisa principal colocando isso no vulgo é passar a ideia de que o rap me fez renascer. Por último, o vulgo “DimasEdo” também é uma forma de representar minha família, já que se assemelha ao meu sobrenome “de Macedo”.

Por fim, DimasEdo é uma junção de seriedade, ironia e família.

Brenda Gaudêncio 

Brenda Gaudêncio tem 17 anos e atua há um ano no trabalho independente. Desde o começo do projeto a ideia principal foi a de romper com o legado do grito silenciado, ou seja, nos fazer sermos vistos e ouvidos. Por isso o conceito primordial da arte foi representar a presença de uma proteção e sustentação vital que seja onipresente na jornada diária de (re)conhecer de onde viemos, o que representamos e o valor que carregamos.

FICHA TÉCNICA:

Composição: Átila, Kimani e DimasEdo 
Arte: Brenda Gaudêncio 
Produção: Átila 
Mixagem e Masterização: Viés Estúdio 
Legenda: Átila e Brenda

 

 

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